sábado, 17 de outubro de 2009
Ninguém merece...
Olá. Sou eu de novo.
Aff... ninguém mercê... mais um dia de depressão. Não acredito que fico vendo esse tipo de filmes. Sabe, daqueles em que sempre tem um casal que luta pra fica junto, adversidades aparecem, e no final...... imaginem.... final feliz.
Infelizmente a vida real não é tão assim... feliz. Ou então eu só vejo esse lado da vida. Mas a questão é... esse filme (A Proposta) me deixa simplesmente depressivo aliás, todos os filmes que se parecem com ele me deixam assim. O filme é uma comédia romântica. Eu rio quando acontecem coisas engraçadas. Mas é aquela história: “Eu rio pra não chorar.” É sempre um cara bonito, uma moça bonita se apaixonam e tem um final feliz. Só queria que os diretores de filme mostrassem a realidade. Huh! Mas quem é quer ver a realidade em telas!!!! As pessoas já vivem a realidade mesmo! Pra que então mostrar numa tela! Que besteira a minha.
Enfim....
O filme é assim: (só sei os nomes dos atores principais)
Margaret Tate (Sandra Bullock) é a editora-chefe de uma empresa de publicação de livros chamada Oprah. Ela é ranzinza, mal-educada, nada modesta, bruxa, sem vida social e manipuladora. Seu assistente administrativo é Andrew Paxton (Ryan Reynolds) um kra normal trabalhando pra ganhar sustento e tentando impressionar a chefe para que publique sua história.
Um belo dia ela é chamada para falar sobre um assunto importante. Ela não tinha apresentado um documento correto quando viajou e, por decisão legal, ela precisa ser deportada de volta para o Canadá. De repente, Andrew aparece na sala durante a reunião. Ela o olha e tem uma ideia. Se os dois se casarem ela não precisa voltar para o Canadá e não terá que parar de trabalhar na empresa e passar o seu cargo para um subordinado que ela mesma tinha despedido. Daí começa toda a confusão.
No meio do filme, eles começam a gostar um do outro e........ no final se casam.
O diretor deve ter pensado: “Ora. se podemos agradar o público masculino, por que não agradamos o público feminino!” E foram isso o que fizeram. Colocaram Ryan Reynolds sem roupa mostrando seu físico (O sarcasmo nas palavras é pura inveja minha.).
Quando chegou no final eu chorei porque, simplesmente não acredito que exista final feliz. É tudo uma bobagem para que esqueçamos tudo o que já fizemos. Bem, eu me pergunto se eu devo fazer isso mesmo. Esquecer tudo o que já fizeram (e olha, que o que já fizeram comigo é nada comparado ao que já fizeram a outros. Mas fizeram em mim de tal maneira que eu acabei perdendo o sorriso.). É o jeito fácil e prático de acabar com a dor que sinto. Só que não dá! E sabe por quê? Porque sou um covarde! Exatamente. Um covarde. Covarde por não conseguir conversar com uma garota e dizer que gosto dela. Covarde por não conseguir enfrentar minhas próprias brigas achando que “eu sou o tal” e não preciso “me rebaixar a isso”. Covarde por não conseguir agir em nenhuma vez sozinho, sem precisar de ninguém. Covarde por não conseguir dizer às pessoas o que pensam em uma conversa. Covarde por pensar em suicídio quando o que vai ocorrer de verdade é o sofrimento daqueles que você ama e quer proteger. Covarde por não fazer aquilo que é o correto e sim o que é mais fácil. Covarde por chorar toda vez que entra numa discussão mesmo quando estou certo. Covarde por não revelar nada disso a ninguém através da palavra falada. Covarde por dizer às pessoas somente aquilo que querem ouvir só pra conseguir “amigos”. Covarde. No final, consegui ter poucos amigos que até agora “permanecem” comigo. Sabe, há dois anos, eu tinha mais amigos, mas aconteceram coisas que mudaram o rumo.
Sabe, teve uma vez que aconteceu algo que pareceu mudar o meu rumo.
Não lembro exatamente qual foi o ano do ensino fundamental (antigamente, ginásio) chegou um kra que parecia ser mil vezes melhor do que eu. Era mais bonito, mais esperto, menos imaturo, mais velho (mas não parecia), melhor. Na época me achava o tal em tudo. Como estava na escola esse tudo significava matérias didáticas. Depois de perceber o quanto ele era melhor do que eu me senti ameaçado por ele. Tipo: “Droga ele invadiu o meu território.”. Mas após algum tempo, ele me disse uma coisa que me paralisou: “... afinal, nós somos amigos não é?”. Irônico não é mesmo? Foi a primeira vez que ouvi a palavra AMIGO de uma pessoa que não fosse o meu pai. Quando cheguei em ksa, comecei a refletir sobre o que tinha me dito. Voltando ao colégio sentamos em cadeiras lado a lado. Era assim: quatro fileiras. Eu estava na 3ª fileira da esquerda pra direita e ele na segunda. Havia uma garota, acho que uns 3 anos vai velha do que eu e me pediu ajuda pra resolver uma questão. Na hora achei que ela queria a resposta então falei pra ela pra pedir ajuda ao meu amigo. Ela virou e me disse mais ou menos assim: “É. É bem melhor pedir ajuda pro .... (sem nomes!) porque você é um arrogante e um egoísta!” só que ela falou de uma maneira mais sutil pra que ninguém percebesse. A verdade tinha saído de uma boca que não era a minha. Na hora, confesso que fiquei irado. Mas com o tempo cheguei a conclusão que ela estava 100% certa.
E aí começaram mais uma vez os casos de “depressão”. Eu pareço mais uma mulher do que um homem. Só que não sou gay. Mas eu não a culpo de forma nenhuma. Era a verdade, como culpá-la? Eu era uma pessoa horrível para com as outras. Alguém ia falar mesmo.
Conclusão: “A verdade, usada conscientemente, dói, mas ajuda.”
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